Movimento da Mulher tem Nova Presidente

Patrícia Rodrigues e Yasmine Karysia

A deputada federal Iracema Portella (Progressistas – PI) assumiu no mês de abril a presidência do Mulheres Progressistas. A parlamentar reconhece que estar à frente do movimento é um grande desafio, mas está preparada para exercê-lo.

 “É uma importante missão que tem como objetivo ampliar e fortalecer a participação da mulher na política. Nosso partido tem incentivado o aumento da mulher na vida pública, por isso quero realizar um trabalho de resultados e atrair mais mulheres, inclusive, com ampla participação nas próximas eleições, ” exaltou.

A estrutura organizacional do Mulheres Progressistas também está reestruturada. A 1ª vice-presidência está com a assistente social, Maria Elizabeth Pelegrini Tiscoski, a secretaria geral, com a advogada Ellen Caroline C. Konrad, a primeira e a segunda secretarias estão com as piauienses, Vilmair Moreira dos Santos e Ruceli Paulo Camacho, respectivamente.

As bandeiras que guiam o movimento são:

  • Fortalecimento e participação das mulheres nos espaços de poder e decisão;
  • Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres;
  • Igualdade no mundo do trabalho e autonomia econômica;
  • Igualdade para as mulheres jovens, idosas e mulheres com deficiência.

Brasil no mundo

Segundo a ONU Mulheres, em um ranking de 33 países latino-americanos e caribenhos sobre mulheres nos parlamentos nacionais, o Brasil ocupa a 32ª posição, ficando à frente apenas de Belize. De todos os políticos atuantes no país, apenas 9,9% são mulheres. O Brasil também ocupa as últimas posições no ranking mundial de 172 países Mulheres na Política. Está posicionado em 154º lugar, considerando 10,7% de mulheres na Câmara e 14,8% no Senado.

Tendo ciência do enorme desafio que é para as mulheres exercerem, a parlamentar ser possível reverter essa situação. “Diariamente precisamos vencer os estereótipos de gênero que ainda reforçam os papéis diferenciados para homens e mulheres.  No entanto, devemos romper essa barreira. A participação da mulher é muito importante na construção de um Brasil cada vez melhor”, afirmou.


VOCÊ SABIA?

A ONU Mulheres foi criada, em 2010, para unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais em defesa dos direitos humanos das mulheres. Segue o legado de duas décadas do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) em defesa dos direitos humanos das mulheres, especialmente pelo apoio a articulações e movimento de mulheres e feministas, entre elas mulheres negras, indígenas, jovens, trabalhadoras domésticas e trabalhadoras rurais.

O movimento garante a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública. Além de adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres em todos os níveis.

Movimento da Mulher tem Nova Presidente